A presente campanha eleitoral teve a virtude de me tirar todas as dúvidas. Foi totalmente esclarecedora e, os debates, mostraram aquilo que eu já imaginava. Os candidatos revelaram-se, esforçaram-se mesmo por mostrar o melhor que têm para dar.
Pronto está decidido! Mas, mesmo decidido...
Já sei em quem não vou votar.

(imagem retirada da internet)
Mas, fiquei com um pequeno problema por resolver...
É que...
...não sobrou nenhum!!!!![]()

Como ainda me lembro da primeira vez que pude votar. E, do orgulho que sentia de o poder fazer. Já a revolução era passado mas, o espírito de poder usar do meu direito de voto, era algo que me transcendia.
Não interessa em quem se vota se se vota em consciência. Democracia é isso, aceitarmos a decisão da maioria. Votar em consciência é darmos o nosso voto a quem reconhecemos a capacidade para decidir por nós.
Infelizmente parece-me que foi eleito por maioria o "quero lá saber". Parece ter sido essa a consciência da maioria.
Por um lado, o resultado do mau trabalho de maus políticos ao longo dos tempos a isso levou. Levou ao descrédito, à apatia e à desmobilização mas, a tal ponto que, nem o direito ao protesto já se dignam utilizar.
E, revi, agora muito mais tarde, essa minha primeira vez. Porque foi a primeira vez que o meu filho pôde votar. Não o obriguei, não o incentivei, não o desmobilizei. Deixei-o seguir o que a consciência lhe ditava.
Cidadão educado para a cidadania, participativo em actos de voluntariado, consciente de uma política social, não de uma política partidária, ele mesmo foi, com antecedência, procurar o seu número de eleitor, na internet. Decorou-o.
Ontem, lá fomos nós os dois. A mãe, desejosa de também proceder ao seu dever teve de ficar para depois visto que não podiamos ir todos ao mesmo tempo. E, como dizia, lá fomos os dois.
Observava-o com orgulho. O menino, feito homem, ia agora participar no seu primeiro acto eleitoral. Emproado, envaidecido, caminhava com passos decididos que a mim custavam a acompanhar. Pouco conversámos durante o percurso. Caminhámos a pé, aproveitando para saborear o ar frio e para o qual nos protegemos a preceito. Apreciámos todo aquele movimento, não habitual naquelas ruas. Cumprimentámos alguns conhecidos que connosco se cruzavam. É agradável rever velhas caras, algumas olhando para ele com ar estarrecido: "É o seu mais novo? Ah, não o reconheceria... Está tão grande... " enfim aquela conversa de circunstância a que nunca deixamos de dar alguma resposta.
Chegámos ao local das mesas de voto e consultámos as secções respectivas.
Ia-me dando um baque. Não ia, deu... Já voto na 2ªsecção, uma das secções onde votam os mais antigos eleitores da freguesia. Como os anos passam. Provávelmente nas próximas eleições já votarei na 1ª secção e... bem, logo se vê...
Eu dirigi-me para a minha secção e ele para a dele. Estava instruído relativamente aos procedimentos. Por isso, talvez dez minutos depois já nos encontrávamos de novo no exterior, onde retomámos o caminho para casa.
Tinha um sorriso de dever cumprido.
Imaginei aquele sorriso, aquele ar vitorioso, há muitos, muitos anos atrás.
E, nem lhe perguntei em quem votou ou não votou. Nem quero saber se bem que apostaria de olhos fechados qual a sua opção. Pouca coisa me escapa nele e sei que o conheço.
Mas o direito é dele, de dizer apenas se achar que o deve dizer. Tenho a certeza que a opção que tomou foi aquela que a consciência lhe ditou. Foi o seu primeiro... voto.
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